quarta-feira, 27 de julho de 2016
Tida contrata seus funcionários
Apesar do espaço ser grande, Tida começou o trabalho sozinho. Mas, logo, viu a necessidade de contratar mais gente, pessoas que soubessem lidar com a plantação. Como seu pai, que já tinha seus funcionários, Tida viu a necessidade de ter os seus, para poder continuar plantando e não decepcionar seu pai. Foi quando decidiu ir à busca de novos funcionários. Sabia que teria que ir longe, que por ali não encontraria pessoas para trabalhar, pois as poucas famílias que ali residiam já trabalhavam com seu pai.
Após muito procurar e tendo encontrado apenas duas pessoas para trabalhar, no retorno para a casa dos pais, Tida obteve a informação de que na Fazenda Aldeia, vizinha à Fazenda Palmital, havia chego uma família do pantanal, com muitos integrantes para trabalhar. Como naquela propriedade apenas o seu Adolpho havia conseguido emprego como capataz, somente ele e sua esposa ficariam por ali. Todos os seus filhos ficariam apenas por mais alguns dias, até que conseguissem emprego em outro local.
Chegando à fazenda, Tida se apresentou e percebeu que poderia conseguir alguns funcionários, pois havia cinco homens e sete mulheres, das quais três crianças ainda eram pequenas e precisavam da ajuda dos irmãos. Como a família era muito grande, só com o salário dos pais não se conseguia sustentar a todos. Foi quando Tida conversou com seu Adolpho e Tereza, para poder contratar aquelas pessoas que poderiam ajudá-lo na plantação. Depois de muita conversa, foram contratadas quatro das sete mulheres e cinco homens. Com todas essas pessoas para trabalhar, Tida achou suficiente a quantidade de pessoas que precisava para ajudá-lo no plantio. Combinaram começar o trabalho no outro dia, bem cedo. Quanto mais cedo, melhor. Para poderem atribuir a função de cada um.
No dia seguinte, bem cedo, Tida levantou e foi tomar o café da manhã que sua mãe havia preparado e foi para a lida no campo. Ali, todos já estavam a sua espera. Durante alguns meses, essa foi à rotina de Tida. Levantava cedo e, logo depois do café da manhã, ia para o campo trabalhar. Assim foi até a colheita. E assim permaneceu por dois anos. Nessa época, entre o final da década de 60 e inicio da década de 70, mesmo muito novo, Tida já tinha muita responsabilidade.
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