sexta-feira, 29 de julho de 2016
Andréia Helpis Barbosa
Em agosto de 1985, Dirce descobriu que estava grávida de três meses, de sua quarta gestação. Dirce e Tida ficaram muito felizes, pois queriam muito ter uma menina. Eles sabiam que dessa vez viria uma menininha, novamente. Pois a única menina que eles tiveram havia falecido. Apesar de Ercílio estar morando com eles, ele também saia para pescar. Dirce continuava a fazer os afazeres sozinha. Com a gravidez, ela apenas deixou de pegar as minhocas no varjão.
Neste ano, em setembro, quando a turma de Orlândia voltou, seu Francisco Diniz Junqueira, o chefe da turma, pediu para Tida construir um rancho no lugar onde acampavam. Fizeram um contrato por um período de 10 anos. Nesse tempo, Francisco usufruiria do rancho e Tida teria que trabalhar exclusivamente para ele. Contudo, nos períodos que não estivesse em Coxim, Tida poderia trabalhar para outros turistas, podendo assim aumentar sua renda.
Tida ainda ganhou um barco de Francisco. Os amigos pescavam quase todo o dia e Tida ficava com a família nos horários de almoço. Sempre que podia, ele levava o filho mais velho para o acampamento. Tida pescava com Francisco até novembro, quando iniciava a piracema.
Em meados de novembro de 1985, depois que Francisco foi embora, Tida levou sua mulher ao médico, para marcar a cesariana e fazer a operação, pois tanto Dirce quanto Tida não queriam ter mais filhos. Marcaram a cesariana para fevereiro de 1986.
Andréia nasceu no dia 17 de fevereiro. Tida ficou muito feliz, pois nascera a menina que tanto queriam. Dirce ficou internada por 5 dias, quando saiu e foi direto para casa. Ela ficou de dieta por mais de um mês e quem a ajudava com os afazeres eram suas cunhadas. Tida, com o término da piracema em março, voltava a pescar com os turistas. Dirce ficava em casa cuidando dos filhos e, como ainda estava de dieta, quem sempre estava ali para lhe ajudar era Francisca.
Ao terminar a dieta, Dirce continuou a atender os turistas que ali chegavam. Alguns vinham de moto, outros, de carro. Vinham até de ônibus. Como a procura pela comida era grande, Dirce e Tida começaram a servir refeições caseiras. A comida era servida no puxado simples, de palha e madeira, feita próximo ao fogão a lenha. Dirce começou servindo apenas algumas refeições, chegando a até 20 refeições por dia. Tida atendia os turistas que ali chegavam e queriam pescar de barco. Aos que queriam pescar de barranco, ele apenas os orientava. Tida ajudava também com os acampamentos.
Em julho, o rancho de Francisco ficou pronto. Quando ele chegou em agosto, Tida já não estava mais pescando com outros turistas e estava a sua espera. Nesse ano, Francisco trouxera consigo 20 pessoas. Eles pescavam de barranco ou com os barcos que traziam nos caminhões. Francisco também trouxe alguns eletrodomésticos para Tida. No barco, ele pescava apenas com Tida. Dirce preparava as refeições.
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