quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pescarias


À tarde, Tida foi para o rio com aquelas pessoas, turistas, que ficariam acampados no porto. Elas haviam vindo de outra cidade, estavam arrumando o acampamento com a ajuda de Tida. Os que não ajudavam a arrumar o acampamento, colocavam os barcos que tinham trazido na água. Tida também foi arrumar as coisas que iria usar na semana. Quando terminaram de armar as barracas, um grupo foi para o rio, para o barco, para pescar. Tida já estava com as coisas arrumadas, esperando por eles. Pescaram até a noite. Outro grupo ficou na barraca, responsável pela comida. Os peixes que traziam eram limpos no dia seguinte. Quando tinha tempo, Tida ia até sua casa para tomar banho no córrego. Ao terminar, voltava para o rio para ajudar a limpar os peixes na beira do rio e guardá-los nas caixas térmicas. Muitas vezes, Tida dormia uma ou duas horas por noite e já voltava para pescaria.

Passada a semana nessa rotina, desmontaram o acampamento e carregaram os carros. Como pegavam muitos peixes, demoravam algumas horas para embalá-los e lacrá-los nas caixas térmicas. Os peixes que não cabiam nas caixas eram enrolados em vários jornais e fitas adesivas. Nessa época não havia cota para as pessoas levarem os peixes, então, naqueles carros que ainda cabiam peixes, as pessoas compravam os peixes que Tida deixava no calabouço. Muitas vezes, Tida limpava os peixes na hora e os embalava nas caixas com gelo. Algumas dessas pessoas pagavam. Outras, que não podiam, deixavam os alimentos que não usavam na pescaria.

Assim, as pessoas iam embora satisfeitas, com muita vontade de voltar. Algumas pessoas da turma já deixavam combinado a volta, para virem pescar novamente.










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