quarta-feira, 27 de julho de 2016

Clarindo Fernandes Barbosa Neto


Com o nascimento do seu filho, Tida começou a levar a esposa para a beira do rio, para pescarem. Mesmo com poucos dias do nascimento, Dirce agasalhava bem seu filho e ia para a beira do rio, para não ficar a noite sozinha com a criança. Ela só não ia pescar quando Tida ia pescar com seus amigos, pois quando saia com os amigos, saia de barco e ia acampar em outras áreas as margens do rio, fora do porto que havia limpado. Ele passava de 3 a 5 dias pescando com os amigos, sem voltar para casa.

Já Dirce, ficava na casa onde moravam, ao lado da casa dos sogros [ou dos pais]. Dirce continuava a ajudar sua sogra nas obrigações da casa e com o preparo do doce de leite em barra. Quando Tida não estava, Clarindo tirava o leite. Nos finais de semana, os doces eram levados para a cidade, para serem entregue as mercearias. Os doces que sobravam eram vendidos avulsos.

Após o final das pescarias, Tida voltava com muito pescados, com peixes de grande porte. Ele os limpava no córrego, para levar para cidade vendê-los ou os vendia por aí mesmo, para as pessoas que ali passavam para chegar até o rio Taquari para pescar.

Após nove meses, Tida percebeu que seria da pesca que iria viver. Que não iria mais procurar emprego em outro lugar. Ele sabia que a pescaria estava dando lucro e que seria através daquele rio, o Taquari, que iria escrever sua história, junto com a mulher e o filho. Assim, ele conversou com sua mulher e decidiram morar na beira do rio, em uma tapera, um barraco de lona e pau, coberto de palha de buriti.









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